AÇÃO EXTENSIONISTA DA PSICOLOGIA PRODUZ PRANCHAS DE COMUNICAÇÃO PARA UTI-COVID DO HUSM

Os alunos da graduação em psicologia da FISMA, integrantes da Ação Extensionista “Tecnologia e Inclusão: interlocuções atuais”, produziram pranchas de Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA). O objetivo é facilitar a comunicação para os internados em UTI-COVID da cidade. A orientação ficou a cargo das professoras Silvana Borges (psicóloga) e Jéssica de Oliveira (educadora especial).

De acordo com Silvana, as pranchas de CAA são exemplos de tecnologias assistidas (TA), as quais podem ser produzidas e utilizadas por diferentes profissionais, dentre eles, psicólogos. “Essas pranchas são, portanto, recursos que servem para facilitar ou promover a comunicação a quem apresente impedimento permanente ou limitação temporária na comunicação, podendo ser utilizadas em qualquer contexto”, comentou Silvana.

As pranchas de comunicação foram produzidas pelos alunos e entregues às professoras nos dias 29 de junho e 2 de julho. As professoras realizarão a doação dos materiais para a UTI-COVID do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) na próxima segunda-feira (06).

A intermediação para a doação ao HUSM foi realizada pela acadêmica de enfermagem da FISMA e técnica em enfermagem na UTI-Covid do HUSM, Silvana Sancandi. Ela também participou de um momento com os alunos durante o semestre, onde compartilhou um relato sobre a rotina de trabalho nesse contexto.

Conforme a professora Silvana Borges, as pranchas de comunicação podem ser utilizadas pelos profissionais nas UTIs para facilitar a comunicação com os pacientes. Desse modo, as pranchas servem tanto para auxiliar os pacientes a comunicarem suas necessidades, quanto aos profissionais que os atendem, para que compreendam as demandas dos usuários que estão impossibilitados de falar, o que poderá, assim, facilitar o trabalho.

Ao final do semestre, existe uma maior apropriação e aprofundamento dos alunos sobre a pauta da acessibilidade. Os futuros profissionais, compreendem que as TAs podem ser utilizadas por diferentes profissionais, cada qual com seu objetivo.

“Com esse aprendizado, os acadêmicos estão capacitados a propor e implementar TAs, agregando a elas os conhecimentos da psicologia, em prol da vida, das relações, da autonomia e, especialmente, da inclusão”, avalia Silvana.

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